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Viability Of Microorganisms In Novel Anticancer Drug solutions (Marcos Coelho Soares)

Astrid Karstens, PhD, IreneKrämer, PhD

Um conceito importante quanto falamos sobre estabilidade de produtos injetáveis de uma maneira geral é que a qualidade microbiológica é diretamente relacionada aos métodos, equipamentos e pessoal utilizados para sua obtenção. Outro fator que deve ser levado em consideração é que a estabilidade microbiológica implica em esterilidade ou dificuldade de crescimento microbiano nas preparações assépticas. A falta de atividade antimicrobiana já foi descrita para mais de 40 drogas antineoplásicas diluídas, outras apresentaram atividade significante para o crescimento de bactérias e ainda existem aquelas com atividade moderada frente ao crescimento de fungos. Atualmente os anticorpos monoclonais estão sendo utilizados como novas alternativas no combate ao câncer e pouco se sabe sobre suas atividades microbiológicas.
O estudo se propôs a avaliar a capacidade de crescimento de quatro cepas diferentes de microrganismos que frequentemente estão associados com infecções hospitalares frente a estas novas opções de tratamento.
Todas as drogas foram preparadas seguindo as recomendações dos fabricantes de forma que a obter a maior estabilidade físico-química possível. Os diluentes utilizados para o preparo das soluções também foram avaliados quanto a sua atividade antimicrobiana. Em seguida foram feitas inoculações de quantidades conhecidas dos quatro microrganismos e avaliadas suas variações após diferentes intervalos de tempo.
O resultado mostrou que a maioria das drogas testadas não apresentou nenhuma atividade antimicrobiana e os microrganismos permaneciam viáveis por até 120 horas exceto o Staphylococcus aureus que teve sua quantidade diminuída provavelmente devido a pouca quantidade de nutrientes na solução. Outro resultado importante foi que não foi observado condições de crescimento proporcionadas pelo folinato de sódio ou pelos anticorpos monoclonais. O pouco crescimento em bisulfan concentrado foi devido ao caráter não aquoso da sua preparação o que diminuiu a sobrevida das cepas, o que não aconteceu no produto diluído.
Vale ressaltar que mesmo os produtos que apresentavam estabilidade físico-química inferior a cinco dias não apresentaram atividade antimicrobiana pelos seus produtos de degradação e que devido as suas diluições as drogas apresentaram-se com concentrações inferiores a CIM. Nas preparações que não necessitavam de diluição como o cetuximab também não foi observado redução da quantidade de microrganismos em solução. O crescimento nas soluções utilizadas para diluição serviram para mostrar que mesmo em situações com poucos nutrientes foi possível manter quantidades grandes de microrganismos.
As principais conclusões possíveis são que as manipulações devem seguir rigoroso controle de qualidade e o ambiente necessita monitoramento como forma de controlar possíveis contaminações e que microrganismos causadores de infecções hospitalares são capazes de manter-se viáveis por um longo período e que podem proliferar quando em contato com um ambiente favorável. O paradigma de que medicamentos para combate ao câncer não são passiveis de contaminação devem ser cada vez melhor explorados com mais trabalhos como o que foi apresentado.