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Uso de Eribulina no Câncer de Mama Metastático: Estudo EMBRACE (João Raphael Leite Castello Branco Maia)

O Estudo Clínico EMBRACE, de Fase III, publicado no LANCET em 2011, propôs a utilização do Mesilato de Eribulina (Halaven, EISAI Laboratórios Ltda) 1,4 mg/m2 D1/D8 a cada 21 dias, para o tratamento de pacientes com câncer de mama metastático. De maneira geral, a Eribulina afeta o ciclo celular tumoral ao alterar a organização dos microtúbulos, desfavorecendo o processo mitótico e levando a morte celular.

O estudo englobou 762 pacientes, com mediana de idade de 55-56 anos, e performance status 0,1 e 2. A maioria destas com mais de dois sítios metastáticos de doença, tratadas anteriormente com no mínimo dois protocolos terapêuticos diferentes, como por exemplo Vinorelbina, Capecitabina, Taxanos, Gencitabina, entre outros. As paciente foram divididas e randomizadas 2(Eribulina):1(Tratamento Convencional).

O objetivo primário do Estudo foi avaliar a Sobrevida Global destas pacientes. Como objetivos secundários, observou-se a Sobrevida Livre de Progressão, Taxa de Resposta e Segurança do Tratamento. Ambos os parâmetros para todas as pacientes.

A tabela abaixo traduz a distribuição das pacientes nos Grupos Teste (Eribulina) e Grupo Controle (Tratamento Convencional) de acordo com a expressão de receptores hormonais e expressão do domínio de membrana HER2/neu.

Tabela 1 – Distribuição das pacientes em relação a RE, RP e HER2/neu.
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Legenda:
RE: Receptores de Estrógenos;
RP: Receptores de Progesterona;
HER2/neu: Domínio HER2.

O uso de Eribulina representou ganho de Sobrevida Global, em meses, de 13,1 meses versus 10,6 meses para o Grupo Controle, ou seja, àquelas sujeitas à quimioterapia convencional. Além de ganho referente à Sobrevida Livre de Progressão. Bastante impactante foi a taxa de Resposta observada, de 12% com Eribulina vesus 5% com os tratamentos convencionais, o que de certa forma é pouco esperado para esta modalidade de tratamento.

Quantos ao padrão de efeitos adversos, notou-se mais expressivamente fadiga e neutropenia nas pacientes em tratamento com Eribulina. Recomenda-se atenção especial à pacientes que apresentaram neuropatia periférica, especialmente as já tratadas anteriormente com medicamentos que sabidamente causam esta toxicidade, como os taxanos e alquilantes derivados da platina. Cabe ressaltar que este efeito adverso foi maior responsável pela descontinuação do tratamento.

Em conclusão, o uso de Eribulina no tratamento de câncer de mama metastático, não apenas mostrou-se efetivo no aumento de Sobrevida Global, mas também apresentou melhorias nas Taxas de Resposta no combate à doença.

Referência:
Cortes J, O’Shaughnessy J, Loesch D, et al. Eribulin monotherapy versus treatment of physician’s choice in patients with metastatic breast cancer (EMBRACE): a phase 3 open-label randomised study. The Lancet 2011;377:914-23.