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Câncer, obesidade e exercício

No Brasil, na última década, ocorreu um aumento considerável da proporção de indivíduos com sobrepeso e obesidade na população adulta. Para saber se um indivíduo está com sobrepeso ou obesidade, habitualmente se emprega a medida do Índice de Massa Corpórea ou IMC. O IMC é um cálculo que utiliza o peso (em kg) e a altura (em metros); valores maiores que 25 e menores que 30 significam sobrepeso, ao passo que valores maiores que 30 significam obesidade.

Segundo os dados do inquérito do VIGITEL/IBGE realizado por telefone nas capitais e no DF, entre 2006-2012, houve aumento de prevalência de obesidade na população adulta, de 11,67% para 17,4%. A maior elevação concentra-se na população feminina, em indivíduos entre 35-44 anos, e naqueles com escolaridade entre 0 e 8 anos de estudo. O Sudeste foi a região com maior elevação da prevalência no período. Mantendo essa tendência de crescimento da obesidade, em cerca de dez anos, teremos aproximadamente 25% da população brasileira adulta com obesidade. A obesidade, bem como fatores relacionados como inatividade física (sedentarismo) e má alimentação, está relacionada não somente ao risco de desenvolver um câncer, como também a um maior risco de recorrência (após tratamento) e morte em indivíduos portadores de câncer.

Não é por acaso que comunidades de oncologistas em todo o mundo estão se mobilizando para divulgar a associação entre obesidade e câncer, mas também visando fornecer ferramentas a fim de que os profissionais de saúde possam orientar a população para adquirir hábitos de vida saudáveis. Novas pesquisas estão em curso com o intuito de avaliar estratégias de manutenção do peso ideal e da atividade física em pacientes com câncer. Diferentes cânceres estão associados à obesidade, entre eles cânceres de mama, cólon e reto, próstata e alguns tumores ginecológicos (p.ex., corpo do útero).
Estudos recentes, em especial em relação ao câncer de mama, vêm apontando relação entre sedentarismo e obesidade e mau prognóstico (maior chance de recorrência após o tratamento e morte). Além disso, os estudos têm mostrado que mudanças de hábitos melhoram a qualidade de vida dos indivíduos com câncer, diminuindo os sintomas e os efeitos adversos do tratamento.

Embora predominem os estudos observacionais, de qualidade inferior aos estudos clínicos randomizados, a expectativa é de que muitos novos estudos abordem o papel de hábitos saudáveis e o impacto na sobrevida e na qualidade de vida de indivíduos com câncer. Em resumo, manter uma alimentação saudável, o peso ideal e praticar atividades físicas parece ter um papel muito maior do que apenas prevenir o câncer.

Pense nisso!

Dr. Ronaldo Silva é médico sanitarista do Grupo COI